Dando continuidade à série que celebra nossos 15 anos de colaboração com a comunidade científica, chegamos à terceira parte dos depoimentos. Desta vez, pesquisadores brasileiros compartilham como a parceria com o LIneA foi determinante em suas trajetórias profissionais.
- Julio Camargo, pesquisador ON:
Filiei-me ao LIneA em 2010 iniciando, entre outras, uma bem sucedida colaboração com o Dark Energy Survey. Parte dos frutos dessa colaboração é dada por artigos científicos e por dois doutorados baseados nos dados do DES.
Uma importante ferramenta de predição de ocultações estelares, originada de uma dessas teses, foi escalonada para o LSST, conta com o apoio e desenvolvimento constantes da equipe de TI do LIneA e é hoje utilizada por astrônomos ao redor do mundo. Dois pós-doutoramentos foram ligados a essa ferramenta. Atualmente, e graças ao LIneA, participo como PI do LSST através do Brazilian Participation Group (BPG).
- Rogério Riffel, pesquisador UFRGS:
Quando ingressei no LINEA, era um pesquisador de início de carreira. Atuei sobretudo no SDSS onde tive a oportunidade de interagir e trabalhar com um vasto número de pesquisadores ao redor do mundo e ter acesso em primeira mão a dados do survey manga, permitindo análises importantes e a produção de vários artigos de impacto.
- Beatriz Barbuy, pesquisadora USP:
A participação no Projeto APOGEE me foi permitida através do Brazilian Participation Group coordenado pelo LINEA. Pude pagar o valor da ordem da 50% do que seria sem o LINEA.
O uso de dados do projeto APOGEE tem sido desde 2021 a minha principal fonte de trabalho, e me permitiu, juntamente com alunos, orientados e pós-doutores, nos especializarmos em espectroscopia na banda-H. Vários artigos resultaram do uso destes dados. Com essa habilidade desenvolvida pretendemos usar proximamente dados do MOONS@VLT e do JWST.
- Felipe Braga-Ribas, UTFPR:
Desde o início da minha carreira como pesquisador em astronomia, o LIneA esteve lá para me apoiar. No início, eu nem entendia o privilégio que eu tinha por ser afiliado, mas sempre tive apoio técnico especializado, acesso a máquinas de ponta e até mesmo apoio financeiro para viagens internacionais. Mais tarde, como professor, meus alunos passaram a se afiliar ao LIneA e receber o mesmo apoio incondicional. Hoje o LIneA abre as portas não só para seus afiliados, mas para os brasileiros terem acesso ao LSST, o maior survey astronômico do nosso tempo. Tudo isso, sem pedir um centavo em troca para os pesquisadores. Vida longa ao LIneA!
- Sandro Rembold, pesquisador UFSM
Ao longo da última década da minha carreira, o LIneA teve um papel fundamental. Graças aos acordos assinados pelo LIneA, venho tendo a oportunidade de participar em grandes colaborações internacionais, o que me garante acesso a dados astrofísicos de ponta e favorece a interação com a comunidade científica internacional. Ainda, as soluções em armazenamento de dados e processamento de alto desempenho, e o apoio do excelente time de suporte, têm sido decisivos para a pesquisa científica do meu grupo e na formação de recursos humanos.
- Othon Winter, pesquisador UNESP
Minha experiência junto ao LIneA permitiu que eu vivenciasse de perto uma instituição que atua de maneira profissional e transparente, visando proporcionar ótimas oportunidades para a comunidade astronômica brasileira em grandes programas científicos internacionais.
- Valerio Carruba, pesquisador UNESP
Minha colaboração com o Linea tem sido fundamental para integrar nosso grupo à colaboração internacional Dark Energy Survey (DES). Por meio dessa parceria, pudemos analisar dados de alta qualidade e contribuir para pesquisas de grande escala, culminando no artigo Carruba V., Camargo J. B., Aljbaae S. e 51 coautores, DES Collaboration, 2023, MNRAS 527, 6495–6505, sobre informações taxonômicas de asteroides do cinturão principal. Essa experiência valorizou significativamente nossa capacidade de atuar em cooperações científicas amplas e de impacto global.
- Thaisa Storchi Bergmann, pesquisadora UFRGS
A minha participação no LIneA, bem como de meus alunos e grupo de pesquisa, permitiu nosso acesso privilegiado aos dados do Sloan Digital Sky Survey – SDSS-IV, e atualmente aos do Legacy Survey of Space and Time – LSST, no telescópio Vera Rubin, o que tem aberto novos horizontes e colaborações para todos envolvidos.
Pudemos expandir o alcance e repercussão de nossos trabalhos, inicialmente baseados em análise de espectroscopia de campo integral de objetos individuais, para amostras de centenas a milhares de galáxias através de nossa participação principalmente no projeto MaNGA (do SDSS-IV), que forneceu dados de espectroscopia de campo integral de cerca de 10 mil galáxias. Foram publicados, entre 2017 e até a presente data, dezenas de trabalhos científicos, estabelecidas novas colaborações, e orientadas dissertações e Teses. Colaborações internacionais iniciadas durante o período, beneficiam pesquisadores e alunos de nosso grupo até hoje.
Atualmente, através do projeto LSST, abrimos novas frentes no estudo de AGN – Active Galactic Nuclei, participando da “AGN Science Collaboration” e já estamos engajados em vários subgrupos. Uma dissertação já defendida por um aluno de mestrado e outra está em andamento.
Estas oportunidades têm nos permitido participar de projetos de grande impacto científico a nível mundial, sendo o LSST o que é: o mais importante projeto da astronomia terrestre dos próximos 10 anos.
- Rogemar Riffel, pesquisador UFSM
Minha participação no LIneA teve início no Sloan Digital Sky Survey – SDSS-IV e continua atualmente no Legacy Survey of Space and Time – LSST. No SDSS-IV, o acesso privilegiado aos dados de espectroscopia de campo integral do projeto MaNGA representou uma mudança importante na forma de trabalho do nosso grupo de pesquisa. Até então, nossos trabalhos eram baseados principalmente na análise de pequenas amostras de galáxias. A participação no MaNGA, entretanto, exigiu a adoção de novas estratégias e o desenvolvimento de ferramentas para lidar com grandes volumes de dados, com o apoio do LIneA. Esse processo envolveu de forma direta a formação de alunos de graduação e pós-graduação, ampliando suas experiências em análise de grandes bases de dados. Além disso, possibilitou a criação de novas colaborações científicas, muitas das quais seguem ativas mesmo após o término do SDSS-IV. De modo semelhante, o LSST surge como uma excelente oportunidade para fortalecer colaborações internacionais. Alunos do grupo já começam a atuar em projetos ligados ao LSST, especialmente no estudo de variabilidade em núcleos ativos de galáxias, com a expectativa de ampliar ainda mais a formação de recursos humanos qualificados e preparados para enfrentar os desafios científicos impostos pelos grandes volumes de dados das próximas décadas.
- Bruno Moraes, pesquisador CBPF
Graças às atividades do LIneA que garantiram a participação brasileira, pude integrar duas Grandes Colaborações em cosmologia e colaborar com cientistas do mundo inteiro, além de orientar alunos brasileiros em projetos internacionais.
O LIneA é um instituto de ciência e tecnologia privado cuja missão é viabilizar a participação de pesquisadores e estudantes em colaborações internacionais, apoiar centros emergentes, fornecer acesso a acervos de dados astronômicos e a uma infraestrutura de processamento intensivo de dados, e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. Atualmente as atividades do LIneA são apoiadas pela FINEP e pelo INCT do e-Universo.





